Está muito calor! Clara resolve ir até a sacada de seu
apartamento e da varanda observa a calmaria da noite. Ela mora no segundo andar
de um pequeno edifício na parte alta da cidade tendo como vizinhos:
mercadinhos, casas simples; uma vista da periferia que se estende com muitos
telhados, poucas árvores, muitas ruas e
calçadas.
Uma brisa refrescante toca seu rosto, por um tempo fica
perdida em seus pensamentos e dali contempla a ampla visão da cidade, e um silêncio perturbador toma conta do lugar
deve ser porque já é tarde da noite.
Voltando para a sala, resolve procurar algo pra assistir na
TV numa tentativa de passar o tempo já que o sono não chega, mudando de canal encontra um filme
interessante, mas logo fica sonolenta e ali mesmo ela adormece. Um estranho
barulho acorda Clara, parece uma sirene, com um certo esforço abre os olhos, espreguiça-se e resolve prestar atenção no som, dirige-se a
varanda.
Olhando do lado direito da cidade ela observa algo estranho, ao longe
estão quatro objetos cinza escuros em forma de disco, voando lado a lado. Clara
fica sem reação e sem entender, os objetos param no ar, de repente giram e
ficam na vertical e uma luz acende na parte debaixo. Passam-se alguns segundos
e as luzes descem encima das casas simultaneamente, resultando em quatro
explosões,
Clara cai para trás assustada. Ao levantar-se , fica confusa, não
consegue acreditar no que está acontecendo e dai se da conta que as coisas
estão piores do que parece e ao olhar do outro lado da cidade vê vários focos
de incêndio e fumaça. Clara está atordoada, agora são várias sirenes, gritos,
uma loucura total. Ela olha novamente para o céu e lá bem distante surge mais
objetos, vários deles, não resta outra coisa a não ser correr pra dentro do
apartamento numa tentativa de se proteger.
Desesperada dentro do apartamento, o que fazer?
Desesperada dentro do apartamento, o que fazer?
Clara resolve descer correndo as escadas, apavorada, toda
sua vida passa em seus olhos. Na rua as pessoas correm pra lá e pra cá, uma
gritaria sem fim. Clara cobre as orelhas com as mãos, numa tentativa inútil de fugir da realidade. De repente um
clarão, silêncio.........
