segunda-feira, outubro 12, 2015

Sonho Casa de doidos

Era uma viagem considerada arriscada que estava fazendo com minha amiga Clara, uma garota mais jovem do que eu e que tenho um grande apreço por sua amizade e sua alegria. Resolvemos ir pelo atalho, um desfiladeiro, em uma Van dirigida por ela mesma. O caminho é lindo, de um lado era possível ver um rio pouco distante enquanto do outro lado era de rochas.

Ao observar melhor o caminho que percorríamos estava se tornando mais estreito a cada metro. A única coisa que pensava era que a Van cairia penhasco abaixo e acabaria no rio, como não era uma nadadora profissional, o medo era forte. Pedi para descermos do veículo e continuarmos a pé, ela felizmente aceitou e assim o fizemos. Não demorou para começarmos a descer e chegarmos em uma área mais baixa onde o rio descansava com sua água pura e límpida.

Resolvemos entrar e era possível ver nossos próprios pés através da água esverdeada, enchi minhas mãos e lavei o rosto sentindo uma sensação maravilhosa.

Depois de um tempo continuamos andando pelo lugar procurando por nada, talvez. Encontramos dois rapazes: um era alto , moreno e o outro baixo que tinha cara de maníaco de filme americano. Eles nos abordaram, estávamos rendidas e fomos levadas para uma casa sem muro, sem portão, sem nada que pudesse dar alguma segurança.

Entramos naquele lugar atordoadas, sem saber o que fazer ou como agir. Existia apenas um sofá na sala e mais nada, algo para podermos nos sentar e apenas ela o fez. Fui em direção a cozinha e avistei um quarto sem  porta onde dava apenas para ver um colchão no chão.

Observando mais atentamente o local senti alguém me agarrando por trás, fiquei sem ação quando de repente fui virada violentamente para frente por aquela mão, vi que era o tal "maniaco". Ele me abraçava bem forte, sentia seu corpo se esfregando no meu, antes que o desespero tomasse conta de mim ele me largou e retornou para a sala. Resolvi ir atrás dele e ele e seu amigo pulavam, dançavam e riam como dois malucos enquanto eu e Clara olhávamos uma para a outra sem entender nada.

Depois de um tempo eles estavam descuidados e saímos da casa, com uma idéia falha de liberdade fomos pegas por eles que nos olhavam em um tom ameaçador. Tinha tantas pessoas andando na rua, mas ninguém olhava para nós, até mesmo uma mulher que estava em minha direção. Não consegui enviar nenhum sinal de socorro, como duas hipnotizadas entramos novamente naquela casa.

Clara resolveu tomar banho, o banheiro ficava de frente para a cozinha e ao olhar do lado da porta observei que a parede era de vidro transparente. Clara estava nua e não tinha como avisar aquilo, ao me virar apenas pude tentar escondê-la, inutilmente, com meu próprio corpo daqueles dois que a olhavam rindo.

O tempo foi passando, fomos para a cozinha encontrando pratos cheios de restos de comida e enquanto limpávamos aquela sujeira, encarávamos uma a outra com um mesmo pensamento: Até quando ficaremos presas aqui?
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